Xavante

Antes de ir a Novo Hamburgo, Zimmermann fala da importância do longo prazo

Coletiva pré-jogo do treinador do Brasil projeta a partida de domingo, mas foca na realidade da Série D e no futuro do clube

Foto: Italo Santos - Especial DP - Para a partida no Vale dos Sinos, comandante rubro-negro conta com o retorno do zagueiro João Marcus, que estava suspenso

Em coletiva concedida nesta sexta-feira (19), dois dias antes do jogo do Brasil contra o Novo Hamburgo, pela terceira rodada da primeira fase da Série D, Rogério Zimmermann até projetou a partida no Estádio do Vale. Mas aproveitou o espaço para, principalmente, voltar a falar da importância do pensamento de longo prazo e, também, da realidade enfrentada pelo Xavante no retorno à quarta divisão nacional.

Sobre a partida marcada para as 18h do domingo, o treinador rubro-negro tratou o meia Patrick e o atacante Márcio Jonatan como dúvidas. Amaral não deve atuar. Com Chicão de titular outra vez como volante, o técnico citou que há três candidatos a ocupar a outra vaga na função: Afonso, Denis Germano e Thiago Henrique.

A seguir, confira os principais trechos da entrevista concedida por RZ na sala de imprensa do Bento Freitas nesta sexta. O Brasil soma um ponto em duas partidas na Série D e ocupa o sexto lugar do grupo A8.

Jogo diante do Novo Hamburgo
“Cada jogo é decisão, cada jogo tem um confronto direto. Vamos enfrentar um time que está bem dirigido, que manteve a base, que trouxe alguns jogadores com qualidade, acostumados a esse tipo de competição, a jogos parecidos com os do Campeonato Gaúcho. Eu prevejo dificuldades normais.”

Nova realidade – parte 1
“Até agora nós estávamos jogando competições com Grêmio, com Inter, com Atlético. Então você não percebe que está na quarta divisão. Jogar contra Grêmio, Inter, Atlético, é um atrativo pro jogador. Mas quando termina, não é tão atrativo. Tem 60 clubes na nossa frente e 64 do nosso lado, na Série D. Talvez agora as pessoas se deem conta de que o Brasil está na quarta divisão do País.”

Nova realidade – parte 2
“Se o dia 10 não for o dia 10, nós vamos ter um grande problema. A contribuição que o futebol pode dar é estar sempre dentro do orçamento. Gostaria de ter um orçamento melhor? Sim. Gostaria de contratar mais? Sim. Gostaria de estar numa divisão maior? Sim. Mas essa é a realidade que me deram. E eu tenho que entender e tentar, dentro da experiência que a gente tem, buscar as melhores soluções.”

> Lailson teve o nome publicado no BID nesta sexta e pode estrear.
> Provável escalação do Brasil no Vale: Marcelo Pitol; Tony, João Marcus, Rafael Dumas e Mário Henrique; Chicão, Afonso (ou Denis Germano); Márcio Jonatan (ou Wellington), Guilherme Beléa e Rafael Pernão; Da Silva.

Processo de retomada
“Nós sabemos fazer. E a gente vai passando as ideias pra que as outras pessoas próximas da gente também entendam isso. Inclusive o nosso torcedor, porque aí eu acredito que a gente possa ter sucesso, mas tem que ter essa consciência”

Importância das condições
“Qual é o melhor jogador do Brasil? É dar boas condições pro profissional. Se você vai fazer duas contratações que possam melhorar o time mas que vão fazer com que comece a atrasar, não faça. É isso que levou o Brasil aonde nós estamos. Temos que entender por que o Brasil caiu duas divisões. Eu sei porque o Brasil subiu duas divisões. Porque eu subi, junto com todo aquele grupo. Estamos aqui pra fazer o Brasil crescer. Pra futuro. A questão do Brasil é muito mais ampla”.

Formação do elenco
“Eu considero as contratações, o que a gente tem feito pelo futebol, raro. O número de acertos. O índice de contratações acertadas foi impressionante.”

Polivalência dos atletas
“A ideia é aproveitar vários jogadores em mais de uma posição. Não podemos ter 30 jogadores. Quer dizer, a gente pode ter 30 jogadores de um nível técnico baixo. Prefiro ter 18, 19, 20 jogadores de linha, como a gente tem, com uma qualidade acima da média, do que muita gente… Só que esses jogadores, em função de lesão e cartão, precisam desempenhar mais de uma função. Deixo sempre todo mundo motivado. Praticamente você tem lá o Pitol, o Da Silva, os laterais, talvez, e o resto mudando de posição. Tudo é pensado nas dificuldades da competição. A quarta divisão, gente, ela é… baixa condição financeira, não tem um grande atrativo de exposição”.

Série D sem transmissão com imagens
“Perde a visibilidade, evidentemente. Nesse caso não é culpa do Brasil. O Brasil, se pudesse, transmitiria o seu jogo. Essa questão de jogarmos sem torcida, de jogarmos sem o televisionamento, muitas vezes, na hora do jogador pensar em ficar ou não… É isso que as pessoas têm que entender. Agora, talvez comece a cair a ficha da quarta divisão. Agora sim. Dos dois rebaixamentos”.

Erros de direções anteriores
“Às vezes, o planejamento mal feito, às vezes as promessas… ‘Ah, porque nós vamos subir...’. […] A gente tem que ter um pouquinho de humildade, com calma, refletir… Não estou falando de torcida, de peso de camisa. Se fosse isso, o Brasil estaria várias divisões [acima]. Mas estamos sobre a nossa realidade. Aos poucos, você vai voltando a fazer as pessoas entenderem onde está, pra onde quer ir e o que tem que fazer. E principalmente, escuta quem conhece… Quando se tratar de futebol, escuta quem conhece.”

Retomada da credibilidade – e o futuro
“O que mais estou usando aqui é o tempo. Tempo pro clube ter credibilidade. Saíram três, quatro jogadores, e estão falando bem do Brasil. Mas lá no final do ano vão sair 20 jogadores. E o que eles vão dizer do Brasil? É isso que quem está no futebol tem que entender. As coisas têm um processo. Temos que fazer as coisas agora pra colher frutos daqui um ano, dois anos. Claro que agora nós vamos jogar contra o Novo Hamburgo. Eu tenho que pensar imediato, quero ganhar. Mas posso fazer as duas coisas. Posso pensar em ganhar o próximo jogo, mas posso pensar no Brasil daqui a um tempo, com ou sem o Rogério. E o dirigente também tem que trabalhar pensando que um dia ele vai sair e tem que deixar coisas boas pro clube. O que nós estamos pegando hoje, dificuldade de trazer e manter jogadores, foram coisas que alguém errou lá atrás e eu tô vivendo esse momento. Não tem problema nenhum. É só deixar a gente trabalhar e saber pra onde a gente vai.”

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